Mercadante defende ampliação do curso de Medicina

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, saiu nesta terça-feira, 9, em defesa do modelo proposto pelo governo que amplia em mais dois anos a formação de médicos no Brasil. Após encontro com líderes da base na Câmara, o ministro disse que o País está importando um sistema que deu certo na Inglaterra e que se espalhou por outros países. Na visão de Mercadante, é justo que os futuros médicos brasileiros dediquem dois anos de sua carreira à população que mais precisa. "Isso melhora o serviço de saúde para o povo e permite humanizar o médico", afirmou.

DAIENE CARDOSO E RICARDO DELLA COLETTA, Agência Estado

09 de julho de 2013 | 12h20

Mercadante lembrou que a proposta a ser enviada por Medida Provisória ao Congresso valerá para os estudantes que entrarem no curso em 2015 e que ainda haverá um ano e meio para o debate pelos parlamentares. O Conselho Nacional de Educação terá também 180 dias para aprovar a medida.

O ministro citou nomes que apoiam a proposta, como o ex-ministro da Saúde Adib Jatene, e disse que o modelo sugerido pela presidente Dilma Rousseff é atualmente o mais avançado que existe no mundo. "Médico não tem de ser especialista em equipamento, tem de ser especialista em ser humano", defendeu, citando comentário de Jatene.

Mercadante lembrou que após a aprovação da proposta, o Conselho Nacional de Saúde vai regulamentar a carga horária da residência médica dos futuros profissionais. Ele também negou que o projeto tenha por objetivo implementar um serviço social obrigatório, uma vez que os estudantes vão continuar recebendo uma bolsa para atender a população.

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