Mercado corta previsões de expansão e juro em 2011 e 2012

O mercado financeiro cortou suas previsões para o crescimento econômico brasileiro e a taxa de juro neste ano e no próximo, mas elevou os cenários para a inflação, mostrou o relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira.

REUTERS

12 de setembro de 2011 | 08h46

O prognóstico para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 caiu pela sexta semana seguida, de 3,67 por cento na semana passada para 3,56 por cento, enquanto o de 2012 recuou pela terceira vez, de 3,84 para 3,80 por cento.

A estimativa para a Selic neste ano foi revista para baixo pela segunda vez seguida, de 12,38 para 11,00 por cento, e para o ano que vem caiu de 11,88 para 11,00 por cento, na terceira queda.

Recentemente, em meio à turbulência global decorrente de temores sobre a economia mundial, sobretudo a dos Estados Unidos, analistas começaram a ver a possibilidade de um crescimento menor no Brasil. O cenário externo também levou o Comitê de Política Monetária (Copom) a surpreender o mercado em agosto, reduzindo a Selic em 0,50 ponto percentual, para 12 por cento.

A ata da reunião, divulgada na semana passada, deixou a porta aberta para mais quedas e o Focus reflete isso.

O documento também reflete uma deterioração do cenário de inflação depois do corte do juro.

A projeção para inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu pela quarta semana, de 6,38 por cento para 6,45 por cento, enquanto a do ano que vem foi revista pela segunda vez consecutiva, de 5,32 para 5,40 por cento.

A meta do governo para a inflação nos dois anos tem centro em 4,5 por cento e tolerância de dois pontos percentuais.

O prognóstico para o IPCA nos próximos 12 meses subiu de 5,53 para 5,66 por cento.

A previsão para a taxa de câmbio no final deste ano permaneceu em 1,60 real por dólar. A projeção no final de 2012 foi mantida em 1,65 real.

(Reportagem de Vanessa Stelzer)

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