Mercado de cartões cresce 24% em 2011 e deve desacelerar--Abecs

A indústria brasileira de cartões deve desacelerar em 2012, previu nesta quarta-feira a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Credito e Serviços (Abecs).

REUTERS

21 Março 2012 | 11h52

"No varejo, a coisa não está bem", disse à Reuters o presidente da entidade, Claudio Yamaguti, explicando que as recentes medidas do governo para estimular a economia ainda não se refletiram integralmente no consumo.

Em 2011, o faturamento do setor de cartões no Brasil somou 670 bilhões de reais, uma expansão de 24 por cento sobre o ano anterior. Para este ano, a previsão é de aumento de 20 por cento.

Apesar da atividade econômica moderada, em meio aos efeitos da crise internacional e de medidas do governo brasileiro para conter a inflação, o setor de cartões continuou no ano passado se beneficiando da gradual migração dos meios de pagamento, de cheque e dinheiro, para plásticos de débito e de credito.

Só no ano passado, a participação desses meios eletrônicos nos pagamentos do consumo privado subiu de 24,3 por cento para 26,8 por cento do total. A expectativa da entidade é que esse percentual chegue a 36 por cento em 2015.

O número total de plásticos em circulação chegou a 687 milhões de unidades, um avanço anual de 9 por cento.

Segundo a Abecs, o aumento dos gastos de brasileiros no exterior pagos com cartões (19 por cento em 2011, para 21,2 bilhões de reais), em meio a valorização do real contra o dólar, também contribuiu com a expansão do setor.

Com o recente ciclo de cortes na taxa básica de juro Selic e medidas de incentivo ao consumo a Abecs avalia que alguma melhora possa acontecer ao longo do ano, o que poderia levar a uma revisão das projeções.

(Por Aluísio Alves)

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