Mercado já oferece bicombustível usado

Responsáveis por cerca de 20% das vendas de carros novos, os modelos com motor flexível, que aceita álcool, gasolina ou a mistura de ambos em qualquer proporção, começam a chegar ao mercado de usados. Embora com oferta ainda reduzida, já são sucesso. Encontrar um desses de segunda mão exige muita procura. Além da vantagem da utilização de dois combustíveis, esses modelos somem rapidamente das lojas por se enquadrarem num dos segmentos de mercado mais aquecidos atualmente: o de seminovos. "Os bicombustível usados vendem como pão quente", afirma Rubens Carvalho, diretor da Deva, revenda Fiat da capital. Ele afirma que recebeu dois modelos Palio Flex pouco rodados de clientes que resolveram trocá-los pelo sedã Siena. "Em ambos os casos, os seminovos não ficaram mais que dois dias na loja." A opinião é compartilhada por Odilon Palandi, gerente de seminovos da GM Absoluta: "Compramos alguns modelos de funcionários da montadora em um leilão de fábrica e os vendemos rapidamente", diz. Um deles era um Corsa 1.8 Flexpower 2003/2004, com ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, bancos de couro e faróis de milha, vendido por R$ 34.390. O carro tinha apenas 2 mil km rodados. Um modelo novo e licenciado, mas sem revestimento de couro e faróis auxiliares, custa em torno de R$ 38,5 mil, ou R$ 4,1 mil a mais na mesma concessionária.Douglas Vernalha, vendedor que comprou o Corsa Flexpower seminovo na Absoluta, diz que ficou com um carro ´zero´ pelo preço de um usado. "Ao comprar um seminovo tão pouco rodado, você ganha dinheiro", diz. "Como estou com o carro há menos de uma semana, ainda não sei quanto vou economizar com combustível, mas abastecer com álcool é pelo menos 50% mais barato." Um outro Corsa modelo Sedan Flexpower ano 2004 com 11 mil km, que a concessionária oferecia por R$ 36.290, foi vendido no final de semana por R$ 25,5 mil. Além do motor 1.8, o carro tinha ar, direção e trio elétrico. "Como o preço desse modelo estava muito próximo do zero-km e se tratava de um carro já fora da garantia, acabamos aceitando a proposta de um cliente", explica Palandi. A vantagem de se comprar um modelo seminovo é que não é necessário gastar com as despesas do primeiro emplacamento. Por outro lado, a maioria desses carros já perdeu a garantia de fábrica.

Agencia Estado,

08 de julho de 2004 | 23h15

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