Mercado mantém previsão da Selic e eleva a de inflação

O mercado financeiro manteve suas previsões para a taxa Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em 18 de abril, mostrou o relatório Focus do Banco Central, nesta segunda-feira. O mercado estima que a Selic terá redução de 0,75 ponto percentual, para 9,00 por cento.

REUTERS

26 Março 2012 | 09h13

As projeções apontam que a taxa básica de juros encerrará 2012 em 9,00 por cento e terminará 2013 em 10,00 por cento.

Na ata de sua última reunião, quando a Selic foi reduzida em 0,75 ponto percentual, para 9,75 por cento ao ano, o Copom deixou claro que pretende levar a Selic para patamares "ligeiramente acima dos mínimos históricos" e estabilizá-la neste nível. O piso já alcançado na taxa básica de juros é de 8,75 por cento ao ano.

As projeções de inflação para este ano subiram no Focus desta semana. Os agentes preveem que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche 2012 em 5,28 por cento ante 5,27 por cento na semana passada. O prognóstico para 2013 manteve-se em 5,50 por cento. A projeção para o IPCA em 12 meses subiu para 5,41 por cento, após 5,37 por cento no Focus anterior.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), na comparação com as estimativas do relatório anterior, os agentes passaram a prever crescimento menor neste ano e maior no ano que vem. A previsão é de uma expansão de 3,23 por cento em 2012, ante 3,30 por cento no Focus da semana passada, e de 4,29 por cento em 2013, contra 4,20 por cento no relatório anterior.

Na sexta-feira, o presidente do BC, Alexandre Tombini, disse que o Brasil terá uma retomada consistente do crescimento em 2012 e ainda maior em 2013, ao mesmo tempo em que a inflação deve convergir para o centro da meta, de 4,5 por cento pelo IPCA, no final do ano.

A taxa de câmbio prevista no relatório Focus para o fim de 2012 é de 1,76 real por dólar, ante 1,75 real por dólar na semana passada. Ao participar de um evento em São Paulo na sexta-feira, o secretário-executivo do Ministério da Fazendo, Nelson Barbosa, disse que a taxa de câmbio atual, em torno de 1,80 real por dólar "ainda está apreciada".

(Por Hélio Barboza)

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