Mercados na Ásia fecham sem direção comum; Nikkei recua

As bolsas de valores da Ásia terminaram sem direção comum nesta sexta-feira, com o índice Nikkei, de Tóquio, em desvalorização após fracos dados de emprego nos Estados Unidos reduzirem esperanças de recuperação econômica.

ERIC BURROUGHS, REUTERS

03 Julho 2009 | 08h04

"Os dados de emprego nos EUA enfraqueceram esperanças de uma retomada econômica, mas as perdas foram limitadas já que investidores não encararam a notícia necessariamente como um sinal de mais desaceleração das economias globais", afirmou Won Jong-hyuck, analista de mercado da SK Securities, em Seul.

"Até agora a maioria dos indicadores parece basicamente estar em tendência de alta, mas esses dados de emprego mostram que a recuperação parece estar perdendo força", disse Hiroaki Osakabe, gerente de fundo da Chibagin Asset Management.

"Eu não acho que a tendência de recuperação no longo prazo mudou, mas esses números parecem sugerir que levará tempo".

O mercado acionário japonês também foi pressionado pelo setor de varejo. As ações da Seven & I afundaram 5 por cento depois que a companhia registrou uma queda mais acentuada que o previsto no lucro trimestral, conforme a recessão atinge as vendas nas lojas de departamento e supermercados.

Enquanto alguns analistas disseram que o cenário técnico não está particularmente animador, outros se mostraram mais otimistas.

Nagayuki Yamagishi, estrategista da Mitsubishi UFJ Securities, disse que o Nikkei não deve cair muito acentuadamente. O indicador tentou por várias vezes durante a semana se manter acima da marca de 10 mil pontos antes de ser atingido por realização de lucros.

A bolsa de SYDNEY perdeu 1,27 por cento, enquanto TAIWAN retrocedeu 0,03 por cento e CINGAPURA 0,91 por cento.

Na contramão, o índice de XANGAI subiu 0,92 por e o de SEUL ganhou 0,61 por cento. Os papéis negociados em HONG KONG saltaram 0,14 por cento.

Às 7h57 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne as principais ações da região Ásia-Pacífico recuava 0,04 por cento, para 322 pontos.

No segundo trimestre, o MSCI avançou 32 por cento --maior ganho trimestral desde 1993--, com investidores esperançosos de que os países emergentes da Ásia ajudarão a tirar a economia global da crise.

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