Mercedes tem chamado de alerta após derrota na Malásia

Alarmes soaram para a Mercedes, atual campeã da Fórmula 1, neste domingo, após a Ferrari superá-la com Sebastian Vettel de forma justa no GP da Malásia.

JOHN OBRIEN, REUTERS

29 de março de 2015 | 12h38

“Foi um chamado de alerta, isso vai nos lembrar que não se trata de uma caminhada tranquila”, afirmou Toto Wolff, chefe da Mercedes, depois que o atual campeão, Lewis Hamilton, e seu companheiro de equipe, Nico Rosberg, terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente.

“Existe uma competição feroz e não podemos nos dar ao luxo de sermos complacentes e não podemos cometer erros. Precisamos continuar evoluindo e acredito que a derrota foi a coisa certa a acontecer no momento certo, provavelmente.”

“Temos uma grande batalha lá fora”, acrescentou o austríaco.

A Mercedes chegou a Sepang depois de uma dobradinha no GP da Austrália, o que fez com que seus adversários ficassem imaginando se as Flechas de Prata poderiam ser batidas nesta temporada.

A pole de Hamilton no sábado foi a 13ª consecutiva da Mercedes e a montadora alemã, dominante nas pistas desde a introdução do motor V6 turbo, venceu as últimas oito corridas.

Mas Sepang não foi como o planejado, com a Ferrari e Vettel conquistando sua primeira vitória desde 2013, enquanto a Mercedes tinha dificuldades com os pneus médios e cometeu erros de estratégia.

“É muito fácil depois da corrida apontar o dedo para uma situação em particular, uma decisão em particular e dizer que o problema foi esse. Eu acho que, em uma percepção tardia, houve muitas coisas que poderíamos ter feito melhor”, declarou Wolff.

Hamilton disse que a Ferrari simplesmente lidou melhor com a questão dos pneus.

“Depois da primeira parada, eu simplesmente tinha tanto para recuperar, foi impossível”, afirmou o britânico. “Durante todo o dia eu estava lutando com o equilíbrio do carro, então, não pude cuidar dos pneus.”

“Estava fazendo de tudo com os controles, mas não pude encontrar um bom equilíbrio.”

Vettel continuou na pista quando o safety car teve de entrar na pista, enquanto os pilotos da Mercedes foram para o box trocar os pneus, com Rosberg perdendo mais tempo quando teve de esperar atrás de Hamilton para fazer a sua troca e, assim, voltar à pista.

Rosberg também reclamou que a briga subsequente com aquela configuração do carro também lhe custou muita degradação dos pneus.

“Temos de analisar o todo. Não acho que poderíamos vencer a corrida, mesmo com a estratégia da Ferrari”, disse Niki Lauda, diretor não-executivo da equipe e tricampeão de Fórmula 1.

“Acho que o carro da Ferrari, seu motor e Sebastian foram mais rápidos e melhores. Temos de tirar o chapéu para eles e trabalhar duro.”

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