Merkel culpa emergentes por possível fiasco na COP

Ontem, em discurso no parlamento alemão, a chanceler Angela Merkel anunciou que países como Brasil, Índia e China terão de aceitar cortes obrigatórios em suas emissões de CO2 se quiserem ter um acordo internacional sobre o clima.

O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2011 | 03h03

Negociadores vão se reunir na COP-17 na próxima segunda-feira, em Durban, na África do Sul, para definir o futuro do Protocolo de Kyoto.

Países ricos, que já enfrentam uma crise econômica, não querem ser obrigados a fazer reduções emissões que exijam altos investimentos.

Já China, Brasil e Índia alegam que não seria justo pedir que façam os mesmos esforços de países que se industrializaram há mais de cem anos e são os principais responsáveis pela poluição. Eles não querem metas obrigatórias de corte de emissões.

Merkel, porém, alerta que não aceitará mais esse argumento. "As emissões mundiais de CO2 estão nos mais altos níveis já registrados", disse. "O Protocolo de Kyoto vai acabar e, por enquanto, não vamos conseguir uma solução em Durban."

Ela culpa os emergentes pelo futuro fracasso em Durban. "Estamos nos transformando em um mundo em que economias cada vez mais importantes não estão contribuindo de forma apropriada para um meio ambiente sustentável", completou.

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