Merlot recupera prestígio no Chile

A Merlot no Chile está recuperando o prestígio que merece. Trata-se da segunda uva tinta mais plantada, que, por um tempo, andou meio ofuscada pela Carmenère. Esta degustação do Merlots confirmou a qualidade e as características da uva, que dá vinhos redondos, precoces, macios, que encantam facilmente. A Merlot é mais redonda e sem arestas que a Cabernet Sauvignon, de longe a uva mais difundida do Chile. O corte de Cabernet e Merlot é talvez o mais difundido do mundo, pois as características das uvas se compensam e se completam. A Merlot é clássica de Bordeaux, onde os magnatas chilenos, pioneiros que fundaram a vinicultura moderna do Chile foram buscar as uvas finas e as técnicas em meados do século 19. Vinhos: Errazuriz Reserva Merlot 2007 Montes Reserva Merlot 2007 Santa Helena Selección Del Directorio 2007 Ventisquero Reserva Merlot 2006 As principais e as melhores uvas do Chile são de Bordeaux, principalmente Cabernet e Merlot. Acontece que a Carmenère veio junto e acabou plantada misturada com a Merlot. Os chilenos não perceberam (ou fizeram que não perceberam) até a Carmenère ser identificada, em 1994. Entusiasmados, passaram a incensar a Carmenère, apresentada como uva emblemática do país, o que era um evidente exagero. Mas, afinal, Carmenère só tinha no Chile. A Merlot ficou meio esquecida, mas foi levando a vida. Os varietais Merlot não eram muitos, pois a cena era totalmente dominada pela Cabernet e, também pela "emblemática Carmenère". Livre do espectro e da possibilidade de mistura com a Carmenère, a Merlot seguiu recuperando o prestígio e desenvolvendo as qualidades que a consagram no mundo todo. Vinhos de boa cor, bastante álcool, redondos, com taninos extremamente macios, que podem ser provados jovens. Vinhos com tudo para agradar. Hoje, segundo o excelente Guia de Vinos de Chile, são quase 13 mil hectares de Merlot. Ela se dá bem nos Valles del Maipo (imediações de Santiago) e, principalmente de Rapel e Cachapoal. Alguns dos melhores Merlots e Carmenères são de Peumo, no Valle de Colchagua, um pouco mais ao sul. As degustações dos vinhos Merlot com preços abaixo de R$ 50 agradou demais. Vários tintos de ponta. Uma experiência entusiasmante, que o consumidor deve assimilar. Na próxima degustação vamos verificar os Merlots mais "baratos", até R$ 35 saul.galvao@grupoestado.com.br

Saul Galvão,

23 Julho 2009 | 10h53

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