Mesmo com desoneração, Haddad reajustará passagem

A Prefeitura de São Paulo viu "com bons olhos" a possibilidade do governo federal desonerar o PIS e a Cofins que incidem sobre o óleo diesel, o que deve reduzir os custos das empresas de transporte coletivo e atenuar o reajuste nas passagens de ônibus previsto para acontecer a partir de junho. No entanto, como a tarifa na capital paulista não sofre reajuste há dois anos, o prefeito Fernando Haddad avisou que não poderá abrir mão do aumento, mas se confirmada a desoneração, o reajuste na tarifa "poderá ser bem menor" do que os técnicos vinham estimando.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

22 de março de 2013 | 17h52

Há uma expectativa de que a presidente Dilma Rousseff anuncie um novo pacote de bondades para o consumidor, desta vez barateando o combustível dos ônibus. A medida visaria reduzir o impacto do reajuste de tarifa em importantes capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro, no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O reajuste das passagens já deveria ter ocorrido em janeiro, mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, pediu aos prefeitos que adiassem o aumento para o segundo semestre. Haddad se comprometeu com Mantega em manter a tarifa em R$ 3 até junho, o que tem custado aos cofres paulistanos cerca de R$ 50 milhões mensais em subsídios, segundo cálculos da Câmara de Vereadores.

Segundo o prefeito, há um esforço para que o reajuste seja inferior ao índice de inflação acumulado nos últimos dois anos. Embora o governo municipal não revele os valores em estudo, representantes do setor avaliam que o preço ideal da passagem de ônibus hoje em São Paulo seria de R$ 3,40. O último reajuste em São Paulo aconteceu em janeiro de 2011, quando a passagem subiu de R$ 2,70 para R$ 3.

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