Metalúrgicos do ABC rejeitam reajuste de 10,8% 'a prazo'

Os metalúrgicos do ABC paulista rejeitaram em assembleia ontem a oferta das montadoras de 10,81% de reajuste salarial mais abono de R$ 2.200. O índice representa 6,25% de aumento real de salário, mais reposição da inflação de 4,29% medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

MARCELO REHDER, Agência Estado

19 de setembro de 2010 | 09h06

A proposta só não foi aceita porque os trabalhadores discordaram da forma de pagamento oferecida pelas empresas. Dos 10,81% de reajuste, 9% seriam retroativos a 1º de setembro, data-base da categoria, e 1,66% pagos em agosto do ano que vem. E o abono seria dividido em duas parcelas iguais de R$ 1.100, a serem pagas em 20 de outubro e 20 de novembro.

Os trabalhadores querem receber os 10,81% agora e o abono, em uma única parcela no mês que vem. "Se as montadoras fizerem essas alterações, a categoria nos autorizou a fechar acordo", afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre.

Segundo ele, a soma do reajuste de 10,81% com o abono de R$ 2.200 representa correção de 14,5% na massa salarial da categoria. "É um tremendo aumento. Sem dúvida nenhuma, o maior aumento conquistado na história do sindicalismo brasileiro".

A mesma proposta rejeitada ontem no ABC, será votada hoje em assembleia no Sindicato de Taubaté e Região, pelos trabalhadores da Volks e da Ford.

No Paraná, as negociações com a Volvo se complicaram, embora a montadora tenha atendido a reivindicação de 10% de reajuste e abono de R$ 4,2 mil.

Os 2,7 trabalhadores da fábrica de caminhões e ônibus na Cidade Industrial de Curitiba querem também o aumento do valor do vale-mercado, dos atuais R$ 60 para R$ 300. Como a empresa se dispõe a pagar R$ 90, os metalúrgicos entraram em greve de advertência por 48 horas na sexta-feira.

Já os metalúrgicos da Mercedes-Benz, de Campinas, e da Toyota, de Indaiatuba, estão em greve por tempo indeterminado desde quinta-feira. Eles reivindicam reajuste de 13,8%, enquanto as empresas oferecem 10,5%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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