Método antiquado e salas cheias explicam dificuldade

No exame anterior da EF, aplicado entre 2007 e 2009, o Brasil obteve nota semelhante à do atual: 47,27, mas ficou em 31.º. Foram os outros países que subiram. A diferença entre os dois exames foi o peso muito maior dado à capacidade de entender o que se ouve. Os especialistas ouvidos pelo Estado concordam que a dificuldade de falar reflete a precariedade de um ensino com métodos antiquados, o foco na teoria, turmas grandes, sem separação dos alunos por nível nem recursos audiovisuais.

O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2012 | 02h07

O Curso de Inglês Online foi aberto neste ano e já atendeu 50 mil alunos do ensino médio e da educação de jovens adultos. Para 2013, foram abertas 60 mil vagas. Segundo a coordenadora do programa, Ana Carolina Lafemina, o foco é a fala. Os vídeos simulam situações cotidianas de contato do aluno com estrangeiros. "Nossa preocupação é a inserção no mercado de trabalho", disse ela. "A Copa e a Olimpíada criarão oportunidades de trabalho, mesmo que temporário."

Na rede estadual foram introduzidos desde 1987 os Centros de Estudos de Línguas, que hoje somam 226 no Estado, com 150 professores de inglês, espanhol, italiano, francês, alemão e japonês para 6.065 estudantes a partir da 5.ª série - em um universo de 3,14 milhões. Na Escola Estadual Rui Bloem, na zona sul de São Paulo, o curso de inglês tem apenas 23 inscritos, do total de 2 mil alunos. De acordo com as professoras, os estudantes estão mais preocupados em arranjar estágio e emprego ou preparar-se para o vestibular. / L.S.

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