Metrô aponta diferenças entre projetos de Serra e Marta

Proposta da ministra contrariava maioria das viagens dos usuários e levaria mais tempo para chegar ao centro

Da Redação, Agencia Estado

04 Dezembro 2008 | 22h13

A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) apontou nesta quinta, 4, por meio de nota, diferenças entre as propostas de ampliação do metrô feitas pelo governo de São Paulo e pela ex-candidata à Prefeitura da capital paulista Marta Suplicy (PT), apesar de o projeto anunciado hoje pelo governador José Serra (PSDB) e pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) seguir a mesma idéia. O projeto divulgado nesta quinta prevê uma bifurcação da Freguesia do Ó para a Vila Nova Cachoeirinha e Brasilândia, na zona norte da capital, como propôs Marta na campanha. De acordo com o comunicado do Metrô, a linha sugerida pela ex-ministra do Turismo, iniciada em Cachoeirinha, seguiria para a Freguesia do Ó, passando, em seguida, pela zona oeste da cidade, na Lapa, e descendo em direção à Avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona sul. Segundo o texto, a linha de Marta passaria "pela futura estação Campo Belo da Linha 5, integrando-se à Linha 1 na Estação Conceição". "Essa proposta contraria a maioria das viagens feitas pela população de Cachoeirinha e Freguesia, como foi dito pelo Metrô na campanha eleitoral, que, para chegar ao centro, teria de aumentar o número de integrações e o tempo de viagem até seu destino final", argumentou a assessoria da estatal. Conforme a companhia, ainda na proposta de Marta, seria feita uma ligação entra as Estações Freguesia e Barra Funda, na Linha 3-Vermelha, "ocasionando um aumento de demanda na Linha 3, que já transporta mais de 1,3 milhão de passageiros por dia". A assessoria do Metrô informou ainda que a proposta da ex-candidata não contemplava a ligação com Brasilândia, "privando esse bairro, carente de transportes, do metrô". Extensão Segundo Serra, a extensão para Vila Nova Cachoeirinha e Brasilândia será feita através de uma bifurcação da linha a partir da Freguesia do Ó e contará com 6 novas estações. A demanda prevista para a linha é de 600 mil passageiros por dia. A Linha 6 está ainda na fase de execução do projeto, mas o metrô estima que sua construção gerará 26 mil empregos diretos e indiretos.

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