Mexicana que fez greve de fome ainda espera ver casamento real

Deportada pelas autoridades inglesas, adolescente espera em Madri por uma segunda chance

REUTERS

27 de abril de 2011 | 14h44

MADRI - Uma adolescente mexicana que fez greve de fome para ser convidada para o casamento real britânico agora está na Espanha com pouco dinheiro, menos tempo ainda, mas com muita determinação para chegar a Londres para o grande evento de sexta-feira, 29.

 

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Estibalis Chávez, de 19 anos, pôs fim à sua greve de fome de 16 dias na frente da embaixada britânica na Cidade do México em fevereiro, quando o lobista Octavio Fitch Lazo comprou para ela uma passagem para Londres.

Mas ela foi barrada e deportada pelas autoridades de imigração britânicas porque não podia fornecer um endereço de onde ficaria na Inglaterra. Ela também não tinha dinheiro para se hospedar em um hotel.

Ela está agora num albergue da juventude em Madri, onde seu voo de volta ao México fazia uma escala. "Passei algumas noites no aeroporto. Não tinha o que comer alguns dias, lutei para sobreviver e agora tentarei voltar para a Inglaterra", disse Chávez à Reuters diante da embaixada mexicana em Madri.

"Todo esse esforço valerá se eu chegar a Londres." Chávez disse que uma amiga recém-encontrada no Facebook e que quer permanecer anônima prometeu arrecadar dinheiro para comprar um bilhete para Londres e ela também encontrou um lugar para ficar na Inglaterra com uma cidadã mexicana.

Ela mostrou uma pintura que fez do príncipe William e de Kate Middleton e disse que o interesse dela pelo casal e pela festa de núpcias veio do interesse da mãe, já falecida, na princesa Diana, a mãe de William.

Mas ela planeja deixar a pintura em Madri, porque acredita que isso tenha alarmado as autoridades de imigração na semana passada e provocado o interrogatório que acabou impedindo a sua entrada. "Espero que eles não me considerem um perigo. Eu apenas quero ir ao casamento e não pretendo incomodar ninguém", disse Chávez, que viaja com uma pequena mochila de roupas.

Um porta-voz do setor de imigração em Londres não quis comentar o caso da mexicana. A adolescente disse que ainda tem chance de chegar a tempo até a igreja, ou ao menos ficar do lado de fora.

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