Mianmar diz que libertará mais de 3 mil prisioneiros

Mianmar se comprometeu nesta terça-feira a soltar milhares de prisioneiros, anunciando a medida pouco mais de um mês antes de sediar uma cúpula do leste asiático à qual o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e outros líderes mundiais devem comparecer.

REUTERS

07 de outubro de 2014 | 20h22

Os EUA, que vêm apoiando reformas em Mianmar, saudaram o gesto, mas exortaram a libertação dos prisioneiros políticos remanescentes, aparentemente não incluídos na lista de 3.073 detentos perdoados.

O presidente de Mianmar, Thein Sein, decretou o perdão em nome “da paz e da estabilidade” e “do império da lei”, informou o governo no site do Ministério da Informação.

O governo não identificou os prisioneiros, mas acredita-se que virtualmente todos foram encarcerados por crimes comuns, não por atividades políticas.

A organização não-governamental Assistance Association for Political Prisoners (Associação de Assistência a Prisioneiros Políticos) disse que a anistia não incluiu nenhum preso político, e que cerca de 75 por cento deles continuam detidos.

O Departamento de Estado norte-americano declarou ainda não ter detalhes de todos os que foram libertados, mas sua porta-voz, Jen Psaki, estimou que entre 30 e 40 prisioneiros políticos permanecem na prisão.

Ela disse que o governo de Mianmar já soltou cerca de 1.300 presos políticos desde que adotou o caminho das reformas políticas em 2011.

(Por Aung Hla Tun e Jared Ferrie, com reportagem adicional de David Brunnstrom)

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