Felipe Rau/AE
Felipe Rau/AE

Microdestilarias artesanais ganham espaço e mercado

Eram 13 garrafas: seis industriais, disponíveis no mercado brasileiro, e sete artesanais, trazidas em malas de viagens, presenteadas por amigos. Para prová-las, escalamos um zimbro trio - Luiz Horta, crítico de vinhos e spirits do Paladar; Antonio Farinaci, repórter que foi a Londres visitar a Sipsmith; e Edgar Costa, um dos donos da Companhia Tradicional do Comércio, fã do destilado e responsável pela carta de gins-tônicas que chegou à segunda edição no Astor na semana passada.

O Estado de S.Paulo,

07 Março 2013 | 02h12

Os gins produzidos em larga escala entraram na prova para servir de parâmetro: Gordon’s, Tanqueray, Beefeater e Bombay, além das edições especiais Tanqueray 10 e Beefeater 24. Como ninguém toma gim puro, na degustação eles foram diluídos em doses iguais de água.

A respeito dos tradicionais, duas considerações: o Beefeater se saiu muito bem. "No olfato, parece com os outros, mas na boca é muito melhor", resumiu Costa. E o Tanqueray 10 merece muito respeito. Costa contou que ouviu do head bartender do Savoy de Londres, Eric Lorincz, campeão do World Class 2010, que tem todos os gins do mundo à sua disposição, que o Tanqueray 10 é o melhor gim para fazer dry martini. Simplesmente.

Em alta. O consumo de gim cresceu em todo o mundo, especialmente entre 2009 e 2011, com a volta à moda de drinques que levam o destilado perfumado: negroni, dry martini, gim-tônica e gim fizz. No Astor, o consumo aumentou em 80% nos últimos dois anos. "Para um bar, é um crescimento absurdo. Mas para a indústria este ainda é um mercado muito pequeno e não compensa importar", diz.

Isso explica a ausência de rótulos artesanais no mercado brasileiro. Cenário que, porém, pode estar começando a mudar. Na nova carta de gins-tônicas do Astor está o espanhol Mare, artesanal importado pela Mr. Man.

Da oferta ampliada de rótulos de gim, podem vir bares dedicados à bebida. Paulo Yoller, do Meats, tem planos de fazer um bar especializado no segundo andar da hamburgueria. A ideia é abrir no segundo semestre. No Astor, Costa promete: "Se a oferta fosse maior, a gente faria uma carta de dry martini".

Enquanto novos gins artesanais não chegam por aqui, o negócio é pedir para os amigos trazerem nas malas de suas viagens ao Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, Espanha ou Curitiba.

Mais conteúdo sobre:
Gin Paladar

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.