Milhares de pessoas fazem fila para último big mac na Islândia

Milhares de islandeses fizeram fila nas lanchonetes McDonald's para comer seus últimos big macs antes que a rede de fast-food norte-americana abandone o país à meia-noite de sàbado.

OMAR VALDIMARSSON, REUTERS

30 Outubro 2009 | 17h39

A maior empresa de fast-food do mundo disse no início desta semana que vai fechar seus três restaurantes na Islândia em 31 de outubro.

As lanchonetes ficaram lotadas desde o anúncio, com filas que chegava até as ruas. Em um dos restaurantes da capital Reykjavik, ao meio dia de sexta-feira, o estacionamento estava lotado e os funcionários trabalhavam furiosamente para atender aos pedidos.

"Essa é minha última chance por um tempo de comer um big mac", disse à Reuters Siggi, vendedor de 28 anos que esperava na fila.

"Como está a economia, não vou viajar para o exterior em breve", acrescentou. "Não é que eu seja um grande fã do McDonald's, mas um big mac de vez em quando é bom para variar".

Jon Ogmundsson, que administra a franquia na Islândia, disse que continuará com as lanchonetes, mas com um nome diferente e sem os arcos dourados. Ele falou que na sexta-feira houve um momento em que os big macs acabaram.

"As vendas não subiram apenas", disse Ogmundsson à mídia local. "Elas explodiram."

Ogmundsson disse que ele conseguiu atender à demanda e está vendendo cerca de 10.000 hambúrgueres por dia -- mais do que nunca.

A Islândia está sofrendo os efeitos da crise financeira desde outubro de 2008, quando seus bancos entraram em colapso no espaço de uma semana sob o peso de bilhões de dólares em dívidas.

O fechamento dos bancos abalou a confiança na economia da Islândia e derrubou sua moeda, a coroa islandesa. O McDonald's disse que a fragilidade da coroa foi parte do motivo para sua retirada, junto com o alto custo da importação de alimentos.

O McDonald's disse que não pensa em voltar para o país.

Mais conteúdo sobre:
ISLANDIA BIGMAC ULTIMO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.