Milhares fogem após ofensiva militar no sul das Filipinas

Milhares de filipinos fugiram de suas casas depois que o Exército lançou uma ofensiva contra grupos que qualificou de gangues criminosas no sul do país, disseram autoridades nesta terça-feira, um dia depois que o presidente Benigno Aquino prometeu justiça pela morte de soldados em confrontos anteriores.

REUTERS

25 de outubro de 2011 | 09h39

Forças de segurança lançaram ataques aéreos pelo segundo dia seguido contra postos rebeldes muçulmanos na província de Zamboanga Sibugay, na ilha de Mindanao, no sul do país, enquanto tropas perseguiam cerca de 100 muçulmanos responsabilizados por sequestros no sul.

O governo e a Frente Moro Islâmica de Libertação (FMLI) vêm negociando desde 1997 para pôr fim a mais de quatro décadas de conflitos que mataram mais de 120 mil pessoas, provocaram o deslocamento de 2 milhões de pessoas e impedem o crescimento da região de maioria muçulmana, rica em recursos naturais.

"Nossos soldados estão enfrentando forte resistência em terra", disse a jornalistas o coronel Arnulfo Burgos, porta-voz do Exército, acrescentando que oito pessoas haviam morrido na segunda-feira, incluindo dois soldados.

Quatro membros do Exército e aproximadamente 40 homens armados ficaram feridos, disse Burgos.

Confrontos violentos obrigaram mais de 10 mil pessoas a fugirem de suas casas em três vilas agrícolas em busca de alimentos, água e outros mantimentos, disse Adriano Fuego, chefe do departamento regional de defesa civil.

Na segunda-feira, Aquino ordenou ataques contra gangues criminosas responsabilizadas pela violência no sul que provocou a morte de cerca de 30 soldados na semana passada, mas o presidente resistiu às demandas para suspender as negociações de paz com a FMLI.

(Reportagem de Manny Mogato)

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