Milhares protestam no Iêmen; oposição rejeita governo de unidade

Dezenas de milhares de iemenitas participaram de manifestações nesta segunda-feira pela renúncia do presidente Ali Abdullah Saleh, no poder há 32 anos.

MOHAMED GHOBARI E MOHAMMED MUKHASHAF, REUTERS

28 de fevereiro de 2011 | 10h17

Uma fonte no governo disse nesta segunda-feira que Saleh está disposto a formar um governo de união nacional com a oposição. No entanto, uma coalizão de partidos oposicionistas rejeitou a proposta.

"A oposição decidiu ficar com o povo, mantendo a exigência de queda do regime. Não haverá recuo quanto a isso", disse Mohammed al-Sabry, porta-voz da coalizão de grupos oposicionistas.

Testemunhas disseram que cerca de 5 mil manifestantes acampados perto da Universidade de Sanaa participaram do protesto na capital. "Temos uma exigência: a queda do opressor", gritavam. "Vá embora e leve a corrupção com você!"

Os protestos contra Saleh começaram há mais de um mês e - com a ajuda das recentes rebeliões no Egito e na Tunísia - se espalharam pelo país, o mais pobre da Península Arábica.

O Iêmen já enfrenta também uma revolta xiita no norte e um movimento separatista no sul.

Em Ibb e Hudeida (norte) os protestos reuniram milhares de pessoas. Havia pelo menos 10 mil manifestantes nas ruas de Taiz, 200 quilômetros ao sul da capital.

No sul do país, confrontos com as forças de segurança mataram três soldados e um policial, mas não está claro quem está por trás dos ataques armados, que aumentaram nos últimos dias.

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