Milhares recebem o papa nas ruas do centro do Rio

Quando o avião do papa pousou no Rio, por volta das 15h40 desta segunda-feira (22), o centro da cidade já estava tomado, com os dois lados da Avenida Rio Branco fechados por grades. Quem chegou depois desse horário, só conseguiu ver o papa de longe. As ruas estavam repletas de peregrinos brasileiros e estrangeiros, além de trabalhadores da região que acenavam das janelas dos prédios. Enquanto isso, o comércio ambulante era intenso. Uma bandeirinha de plástico com o rosto do papa Francisco era vendida a R$ 10; a grande, com a foto do papa na bandeira do Brasil, custava R$ 30.

ANTONIO PITA, NATALY COSTA, TIAGO ROGERO, RODRIGO BURGARELLI, Agência Estado

22 de julho de 2013 | 20h44

A ansiedade para a chegada do papa começava a crescer. Por volta das 16h50, quando faltavam poucos minutos para o horário marcado para o início do passeio, os voluntários de mãos dadas que faziam o cordão de isolamento começaram a fazer um longo telefone sem fio para transmitir informações sobre a localização de Francisco. "Ele já está na (Avenida) Presidente Vargas", gritava uma voluntária na Rua Graça Aranha com o rádio na mão.

Às 17h04, o papamóvel deixou o estacionamento da Catedral Metropolitana e seguiu pelas ruas do centro do Rio. Milhares de pessoas se aglomeraram dentro e na porta da catedral e uma confusão se formou. O papa seguiu pela República do Chile e entrou na Avenida Rio Branco às 17h10. Com um sorriso constante no rosto, Francisco acenou para a multidão e fez muita gente chorar, das crianças aos mais velhos, dos voluntários aos policiais militares que faziam a segurança.

O papamóvel fez várias paradas pela Rio Branco. Quem tinha filhos pequenos empurrava as crianças pelo gradil, e os seguranças levavam algumas delas para beijar o Papa. A multidão na esquina da Graça Aranha e Araújo Porto Alegre comemorou como se fosse um gol a passagem do papa Francisco em solo brasileiro. Vários esticam o pescoço para enxergar TVs dentro dos bares. Às 17h40, Francisco estava novamente na Avenida Rio Branco. Peregrinos comentavam que a esquina com a Almirante Barroso era o melhor lugar, porque o Papa passou ali duas vezes. "Deviam cobrar até ingresso", comentavam.

Novamente, o Papa fez diversas paradas avenida, abraçando crianças e até uma voluntária que furou o bloqueio e conseguiu abraçar o pontífice. Vinte minutos depois, quando o papamóvel já deixava o centro e a multidão começava a se dispersar, os voluntários da JMJ ensaiaram formar o cordão de isolamento novamente. O telefone sem fio agora dava conta de que o Francisco voltaria à Rio Branco pela terceira vez. O público permaneceu no lugar até por volta das 18h10. Como o papa não voltou, todos se dispersaram e voltaram para casa.Q

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