Militantes filipinos ligados à Al Qaeda libertam reféns alemães

Militantes islâmicos ligados à Al Qaeda nas Filipinas libertaram dois reféns alemães nesta sexta-feira, informou uma autoridade de alto escalão da polícia, pouco após o grupo Abu Sayyaf ter ameaçado decapitar um dos cativos.

REUTERS

17 de outubro de 2014 | 12h41

Os reféns, capturados pelos militantes em abril em um iate em alto mar, estavam sendo mantidos no interior da ilha remota de Jolo, cerca de 960 quilômetros ao sul de Manila, a capital filipina.

“Agora eles estão sãos e salvos em um acampamento do Exército”, disse à Reuters um policial, que pediu anonimato pois não tinha autorização de falar com a imprensa. Ele disse que soldados e policiais receberam o homem e a mulher em um posto de verificação da polícia.

O policial confirmou uma declaração de Abu Rami, porta-voz do grupo pequeno mas violento, a uma estação de rádio sediada na cidade de Zamboanga, no sul do país, anunciando a libertação dos reféns.

Os rebeldes haviam exigido um resgate de 5,6 milhões de dólares e o fim do apoio da Alemanha aos ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos na Síria, e ameaçaram matar um dos detidos na tarde desta sexta-feira.

Rami disse que o Abu Sayyaf recebeu o valor integral, mas sua afirmação não pôde ser verificada de imediato pelas autoridades filipinas.

Fontes do governo alemão declararam à Reuters que o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, havia destacado um enviado especial às Filipinas para negociar um acordo com os rebeldes. O enviado, Ruediger Koenig, chegou em Manila na noite de quinta-feira.

(Por Manuel Mogato e Karen Lema, em Manila, e Michael Nienaber, em Berlim)

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