Militar nega participação em morte de juíza Patrícia Acioli no Rio

'Eu acredito na Justiça, sou inocente e tenho certeza que isso vai ficar provado', disse

Bruno Boghossian, O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2011 | 16h37

RIO - O tenente-coronel Claudio Luiz de Oliveira negou participação na morte da juíza Patrícia Acioli no dia 11 de agosto. Ele havia sido apontado por um dos PMs presos pelo crime como o mandante do assassinato.

"Eu acredito na Justiça, sou inocente e tenho certeza que isso vai ficar provado", disse o ex-comandante do 7º BPM (São Gonçalo), ao chegar à Divisão de Homicídios para prestar depoimento.

O tenente-coronel, entretanto, não comentou detalhes do depoimento do cabo que o teria incriminado. "Não tenho conhecimento do depoimento de ninguém, ainda", afirmou.

Transferência. O tenente foi transferido na tarde desta terça-feira para o presídio Bangu 8, no complexo penitenciário do Gericinó, na zona oeste do Rio, após ter prisão decretada de madrugada em Niterói.

Há 26 anos na corporação, o tenente-coronel comandava o 7º BPM no período do assassinato de Patrícia Acioli. De acordo com a corregedoria da PM, Oliveira foi exonerado e se entregou por volta das 3h da madrugada no Batalhão de Choque em obediência às ordens vindas do comandante-geral da PM, Mário Sérgio Duarte.

A transferência do tenente-coronel para Bangu 8, e não uma unidade prisional da PM, segundo o corregedor, consta na decisão da Justiça. Outros seis PMs também tiveram as prisões decretadas, dos quais cinco já estavam presos por outros crimes. O PM Júnior César de Medeiros é considerado foragido.

Texto atualizado às 20h26 para acréscimo de informações

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