Militares de Burkina restabelecem Constituição e dão prazo para definir novo líder

O governante militar de Burkina Faso disse no sábado que restabeleceu a Constituição, que havia sido suspensa quando o presidente Blaise Compaore foi deposto depois de protestos em massa no mês passado.

REUTERS

15 Novembro 2014 | 14h31

O tenete-coronel Isaac Zida que se declarou chefe de Estado em 1º de novembro, depois que Compaore renunciou e fugiu do país, disse que líderes políticos tinham até 10h (horário de Brasília) no domingo para propor um líder de transição para o governo civil.

Compaore, um influente político e aliado importante do Ocidente contra os militantes islamitas, foi derrubado durante uma revolta provocada por seus esforços para mudar a Constituição, para que ele pudesse ser reeleito no ano que vem, apesar de já estar no poder há 27 anos.

Os militares, partidos políticos e líderes civis e religiosos vão assinar um acordo no domingo sobre a composição de um governo de transição.

A partir desse acordo, um órgão composto por cinco militares, cinco líderes da oposição, cinco membros da equipe do ex-presidente e oito líderes tradicionais e religiosos, escolherão o presidente da transição, a partir dos nomes propostos no domingo.

Burkina Faso, que está surgindo como um dos principais produtores de ouro da África, mediou crises nos vizinhos Mali e Costa do Marfim.

(Reportagem de Mathieu Bonkoungou)

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