Millôr Fernandes é velado no Memorial do Carmo, Rio

O velório do jornalista, escritor, dramaturgo e desenhista Millôr Fernandes, que faleceu terça-feira, 27, aos 88 anos, começou às 10h desta quinta-feira no Memorial do Carmo, no Caju, zona portuária do Rio, com a presença de muitos amigos, profissionais das várias áreas onde ele atuava. A atriz Marília Pera foi uma das primeiras a chegar. "Era um homem livre, não era ligado a religião, não tinha partido político, era muito culto e engraçado. Me apoiou publicamente quando era politicamente incorreto me apoiar", disse.

ANTONIO PITA, Agência Estado

29 Março 2012 | 12h06

O jornalista e escritor Ruy Castro lembrou que Millôr costumava dizer que era um homem atrás de seu tempo. "Ele não estava gostando muito de como a humanidade estava caminhando e preferia ficar atrás, apontando os erros. Todos os grandes frasistas europeus batidos no liquidificador não dão meio copo de Millôr. Não tinha um dia que uma frase do Millôr não servisse para explicar e iluminar uma conversa sobre alguma coisa obscura que estava acontecendo no Brasil e no mundo", afirmou Ruy Castro.

O filho de Millôr, Ivan Fernandes, citou uma lição deixada pelo pai: "Você jamais deve usar o humor para humilhar. O humor pode ser uma arma de ataque muito forte, mas jamais use para humilhar alguém." O velório acontecerá até as 15h no Memorial do Carmo. Em seguida, o corpo será cremado. Millôr Fernandes morreu em casa, em Ipanema, zona sul da capital fluminense, pouco mais de um ano depois de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC).

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