Minc culpa período eleitoral por novo aumento no desmatamento

As campanhas eleitorais foram responsáveis pelo novo aumento na área desmatada da Amazônia no mês de agosto, na opinião do Ministro de Meio Ambiente, Carlos Minc. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontaram, nesta segunda-feira, que o desmatamento mais que dobrou em agosto na comparação com o mês anterior, somando 756 quilômetros quadrados de floresta derrubada. O crescimento acontece após uma queda do desmate em julho, quando a Amazônia perdeu uma área de 324 quilômetros quadrados. Segundo Minc, em época de eleição os políticos afrouxam a fiscalização para não perderem votos, e há um relaxamento no combate ao desmatamento. Para o ministro, a criação da polícia do meio ambiente vai ajudar nesse sentido. "Nenhum prefeito quer ser antipático, nenhum governador quer ser antipático. A turma do Ibama vai para frente, mas tem que ter uma polícia militar na cobertura, porque nesses locais está todo mundo com o dedo no gatilho", afirmou o ministro a jornalistas, no Rio de Janeiro, após a divulgação do Inpe. "Por isso conseguimos autorização do presidente Lula para a criação de uma força especial ambiental de combate aos crimes ambientais", acrescentou Minc, que ainda nesta segunda-feira anunciará detalhes sobre o desmatamento e a força de preservação ambiental, em Brasília. O ministro também deve apresentar uma lista com os nomes dos cem maiores desmatadores da Amazônia brasileira. Segundo ele, os desmatadores sofrerão punições rigorosas. "Criamos uma força tarefa com a AGU (Advocacia Geral da União) para levar os cem para o banco dos réus para pegarem uma prisão, de preferência, plantando muitas árvores até o resto da vida, para pagarem os crimes ambientais que cometeram", afirmou. (Por Rodrigo Viga Gaier)

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