Minc diz que há pressão normal contra e a favor

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, admitiu que existem mesmo pressões dentro do governo pela liberação da licença ambiental para a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, como existe do lado de fora, por parte do Ministério Público e de ONGs, contrários a esse tipo de obra. Mas, para Minc, elas são normais.

João Domingos, O Estadao de S.Paulo

03 Dezembro 2009 | 00h00

"Claro que o governo, o setor de energia, quer as licenças o mais rápido possível. Mas nem sempre dá para atendê-los. Esse é o jogo", disse Minc.

As pressões exercidas pelo governo para uma concessão mais rápida da licença foram os motivos para a saída do diretor de Licenciamento do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Sebastião Custódio Pires, e do coordenador de Infraestrutura de Energia Elétrica do órgão, Leozildo Tabajara de Silva Benjamin. Para Minc, eles deveriam ter resistido. "Quem não suporta pressão não deve sair de casa", disse o ministro.

"Nessa questão das licenças, é sempre bom lembrar que elas acabaram melhorando os projetos", disse o ministro. Ele informou também que a licença ambiental de Belo Monte vai sair e 99% das exigências ambientais já foram cumpridas. O leilão está marcado para janeiro, sem dia definido.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.