Minc diz que país não será lixeira e promete mais fiscalização

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, prometeu nesta segunda-feira ampliar a fiscalização e a vistoria de contêineres nos portos brasileiros para evitar a chegada de novas remessas de lixo ilegal e resíduos tóxicos ao país.

REUTERS

03 Agosto 2009 | 15h23

O ministro anunciou que irá "fechar o cerco" contra as remessas ilegais de lixo nos principais portos brasileiros, que serão equipados com aparelhos de Raio-X para ajudar a Polícia Federal na vistoria dos contêineres.

Minc estima que 85 por cento das mercadorias que passam pelas alfândegas dos portos do país ou não são vistoriadas, ou não são abertas ou não tem a documentação analisada.

Os contêineres com lixo importado ilegalmente da Grã-Bretanha --inclusive resíduos hospitalares e metais tóxicos-- que chegaram ao Brasil pelos portos de Santos, em São Paulo, e Rio Grande, no Rio Grande do Sul, foram recolhidos neste fim de semana e estão sendo levados de volta para a Inglaterra.

"Vamos fazer uma investigação de mercadorias que já entraram para saber o quanto foi queimado ou enterrado aqui", disse Minc a jornalistas no Rio de Janeiro.

O ministro disse ainda que a mesma empresa responsável pela vinda desse material para o Brasil importou no ano passado 500 contêineres. "Queremos saber onde foi parar", afirmou ele.

Minc garantiu que questionará os países ricos sobre a exportação de lixo nessa semana quando encontrar representantes de Grã-Bretanha e Estados Unidos para discussões sobre o clima.

"Vamos chamar a responsabilidade dos países ricos. Eles não podem fazer um discurso de que vão salvar o planeta e, ao mesmo tempo, mandam lixo para os países em desenvolvimento", afirmou. "Isso eticamente e moralmente não é correto e vou avisar que o Brasil não será a lata de lixo do planeta."

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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