Minc: luta ambiental não pode ser 'briga de gato e rato'

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse hoje, em Curitiba, que o ministério tem atuado fortemente na defesa da Amazônia e da Mata Atlântica, e que estenderá a mesma atenção para os outros biomas. "O Ministério não será samba de uma nota só", alertou. "Mas não pode ser uma briga de gato e rato, de polícia e bandido, pois leva a uma certa passionalidade e leva a menos saídas de estímulo."

EVANDRO FADEL, Agencia Estado

17 Julho 2009 | 16h31

Por isso, elogiou o lançamento do Instituto Life - do inglês Lasting Initiative For Earth (Iniciativa Duradoura pela Terra) -, com o objetivo de certificar empresas que incorporem em sua gestão de negócios a proteção da biodiversidade. "Hoje, aqui em Curitiba, está surgindo uma novidade a nível mundial, uma certificação de biodiversidade que nunca houve", acentuou Minc. Ele garantiu "apoio firme" do ministério, pois a certificação vai além do cumprimento da legislação ambiental.

Segundo Minc, a fiscalização e o combate à impunidade ambiental não podem ser desprezados. "Mas isso é insuficiente, tem que valorar a boa prática", afirmou. "Fico orgulhoso que um grupo de fundações e de organizações não governamentais, com apoio de empresas e pesquisadores, tenha chegado a essa formulação para estimular empresas que queiram se diferenciar no mercado." O ministro anunciou que a certificação Life será apresentada como uma contribuição brasileira na conferência da biodiversidade que acontece no Japão, em 2010.

Mas, ainda elogiando a iniciativa, Minc não deixou de dar uma cutucada nas pessoas que questionam a proposta do novo Código Florestal. "No mundo inteiro as pessoas querem ampliar a defesa das florestas, do bioma, da biodiversidade e, aqui no Brasil, há uma ofensiva terrível como se isso fosse um grande atraso, a turminha da motosserra acha que o bom é acabar com todas as proteções do bioma", criticou.

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