Mineradora Rio Tinto nega acusações de suborno na China

A mineradora Rio Tinto defendeu de forma veemente, nesta sexta-feira, seus quatro funcionários presos na China sob acusação de espionagem industrial, afirmando que as alegações de que eles subornaram siderúrgicas do país não têm fundamento.

ROB TAYLOR AND TOM MILES, REUTERS

17 Julho 2009 | 11h04

A empresa anglo-australiana disse estar "muito preocupada" com seus funcionários, presos em Xangai desde o dia 5 de julho.

A prisão do australiano Stren Hu e de três colegas chineses dele abalou as relações entre Austrália e China, com Pequim alertando a Canberra para não interfirir em suas questões judiciais.

O episódio também chacoalhou o comércio global de minério de ferro, mas a Rio Tinto, que vende bilhões de dólares do mineral a siderúrgicas chinesas todos os anos, disse que continua embarcando grandes tonelagens do produto para o país asiático.

"A Rio Tinto acredita que as acusações existentes em matérias recentes na imprensa, de que os funcionários estiveram envolvidos em suborno de autoridades são completamente sem fundamento", disse Sam Walsh, presidente-executivo da unidade de minério de ferro da empresa.

"Continuamos apoiando totalmente nossos funcionários presos, e acreditamos que eles agiram o tempo todo com integridade e de acordo com o rígido e de conhecimento público código de comportamento ético da Rio Tinto", afirmou ele em comunicado.

A China prendeu os funcionários sob a acusação de que eles teriam roubado segredos de Estado que envolvem as negociações sobre o preço do minério de ferro.

As prisões complicaram as conversas anuais sobre os contratos de fornecimento de minério de ferro entre as siderúrgicas chinesas e as mineradoras australianas Rio Tinto e BHP Billiton. O minério de ferro é a matéria-prima do aço.

As negociações deste ano têm sido agitadas. Elas coincidem com o fracasso do acordo para a fabricante estatal chinesa de alumínio Chinalco aumentar sua participação na Rio Tinto.

A China é a principal parceira comercial da Austrália. O comércio bilateral entre os dois países somou 53 bilhões de dólares em 2008, dos quais o minério de ferro respondeu por 14 bilhões de dólares.

(Reportagem adicional de James Regan, em Sydney)

REUTERS DL

Mais conteúdo sobre:
MINERACAO RIOTINTO CHINA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.