Minério de ferro recua de máxima por pausa nas compras chinesas

O minério de ferro recuou de uma máxima de 15 meses por conta de uma queda dos interesses de compra da China após uma rápida alta dos preços desde dezembro, e pode cair ainda mais por temores de que a demanda chinesa por aço continue instável.

MANOLO SERA, Reuters

11 de janeiro de 2013 | 14h11

Os futuros do aço na Bolsa de Xangai caíram mais de 2 por cento nesta sexta-feira, interrompendo uma sequência de cinco altas consecutivas, após dados mostrando uma inflação mais alta que o esperando na China frearam expectativas por mais flexibilizações monetárias de apoio à economia.

Um ciclone cada vez mais forte que já causou o fechamento de dois portos australianos, responsáveis por um quinto do minério de ferro globalmente comercializado, ainda deve afetar os preços do mercado físico à medida em que os compradores chineses recuavam após uma onda de reestocagem que elevou os preços em mais de 80 por cento desde setembro.

O minério com 62 por cento de ferro, referência da indústria, perdeu 3,30 dólares na sexta-feira, cotado a 154,90 dólares, de acordo com o Steel Index. O preço atingiu 158,50 dólares na terça-feira, valor mais alto desde 13 de outubro de 2011.

"Parece que os preços subiram além da perspectiva econômica e que devem recuar em direção à nossa previsão de uma média de 125 dólares por tonelada em 2013", disse a corretora SP Angel em uma nota.

Os swaps de minério de ferro caíram pelo terceiro dia nesta sexta-feira, por expectativas de que o spot poderia cair ainda mais.

Os operadores não se mostravam muito preocupados com a possibilidade de um ciclone tropical na costa noroeste da Austrália interromper os embarques de minério de ferro do importante fornecedor mundial da commodity.

"O ciclone australiano é um ponto altista, mas eu acho que todo mundo está tentando ser mais rápido que o colapso dos preços. O ciclone só vai afetar as coisas por alguns dias no próximo mês", disse Jamie Pearce, diretor de corretagem de SSY Futures.

(Com reportagem adicional no Rio de Janeiro)

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