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''Minha mãe sempre bebeu muito, mesmo quando estava grávida''

Depoimento

, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2011 | 00h00

L.M.M.

37 ANOS, ROTEIRISTA

"Tenho 37 anos e sou filha de uma alcoólatra que morreu de cirrose há três meses, aos 60 anos. As melhores amigas da minha mãe comentavam que ela bebia muita cerveja, mesmo quando estava grávida de mim e dos meus irmãos.

Não consumo atualmente nenhuma bebida alcoólica. Sempre sofri de depressão, mesmo na infância, quando não se imagina que uma criança possa ter uma doença tão complexa. Eu e meus irmãos estamos sempre tristes nas fotos.

Quando adolescente, provei bebida e senti a voz do sangue gritar bem alto. Amei aquele gosto, como se fosse um leite materno! Amigas repararam que eu não sabia parar. Bebia a garrafa toda, até cair. Tive de me disciplinar severamente para parar. Bebi muito, sem limites, durante três anos.

Entrei na faculdade e a vontade de vencer na vida cresceu, mas o pavor de ficar como minha mãe me amedrontava. Hoje, passo longe de bebida, mas se alguém abre uma garrafa de vinho, é como um canto de sereia. Quase saio correndo. No Natal, grávida de sete meses, quase cedi à tentação."

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