Ministério aponta queda no desmatamento da Amazônia em setembro

O ritmo de desmatamento na Amazônia Legal teve uma redução de 43 por cento em setembro deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado, informou o Ministério do Meio Ambiente nesta segunda-feira.

REUTERS

31 de outubro de 2011 | 13h42

O Deter, sistema de detecção do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que monitora a degradação da Amazônia Legal e fornece os dados ao ministério para direcionar as ações de fiscalização, apontou quase 254 quilômetros quadrados de novos desmatamentos em setembro, a menor área de alerta desde 2004, quando começou esse tipo de medição.

"Pelo segundo mês consecutivo, nós tivemos uma redução do desmatamento de uma maneira bastante expressiva", disse a jornalistas a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, referindo-se a dados de agosto, que também apontaram o menor desmatamento para o mês.

Em agosto, o Deter apontou uma redução de 38 por cento em relação a agosto de 2010.

Mesmo com os últimos dois recordes, no acumulado de janeiro a setembro houve uma redução de 1,5 por cento de áreas desmatadas em relação ao mesmo período do ano passado.

"Nós tivemos uma pequena redução de 1,5 por cento, um empate técnico, eu diria assim", disse o coordenador geral de Zoneamento e Monitoramento Ambiental do Ibama, George Porto Ferreira.

A ministra acredita que os dados até então fornecidos sugerem que a agropecuária continua como um dos principais responsáveis pela degradação da Amazônia.

Já a melhora dos números, segundo Izabella, deve-se à intensificação da fiscalização. Em maio deste ano foi instalado um gabinete de crise após a detecção de um pico de desmatamento na área entre março e abril. Até mesmo as Forças Armadas participaram das ações de combate à destruição do bioma.

"A estratégia de combate ao desmatamento está sendo eficiente, tem dado bons resultados, mesmo com o pico de desmatamento que nós tivemos neste ano", afirmou Izabella.

As equipes de fiscalização, que normalmente são reduzidas nesta época do ano por conta da chuva, devem manter o ritmo de trabalho, garantiu a ministra.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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