Ministério da Agricultura destrói leite em pó adulterado

Os fiscais do Ministério da Agricultura queimaram nesta terça-feira, 21, 6,2 toneladas de leite em pó por causa da adulteração do leite cru. A fraude foi revelada na operação Leite Compen$ado desencadeada em conjunto com o Ministério Público Estadual no Rio Grande do Sul. Na esteira das investigações, a fiscalização apreendeu há duas semanas 318 mil litros de leite cru em três postos de refrigeração e constatou irregularidades em 28,3 mil litros. Os fraudadores adicionava ureia, que contém formol, ao produto.

AE, Agência Estado

21 de maio de 2013 | 12h59

Segundo o Ministério da Agricultura, os 28,3 mil litros que apresentavam indícios de fraudes eram oriundos de dois entrepostos que foram interditados. Os problemas foram detectados em 7,5 mil litros de leite cru da empresa Líder Alimentos, em Crissiumal (RS), e em 20,8 mil litros do laticínio Marasca, que fica em Selbach (RS).

A Defesa Agropecuária destruiu 2,12 toneladas de leite em pó do Marasca que foram produzidas a partir dos 20,8 mil litros fraudados. No caso da Líder, ao volume de 7,5 mil litros apreendidos foram adicionados mais 25,5 mil litros para transformação em leite pó, resultando em 4,1 toneladas do produto processado que foram destruídas.

O Ministério da Agricultura informa que a Superintendência Federal no Rio Grande do Sul (SFA/RS) aguarda os resultados das análises das amostras do restante do leite cru apreendido para definir o destino dos demais lotes que estão apreendidos em uma empresa que auxilia as ações.

Cadeia

O Ministério da Agricultura promove uma reunião amanhã, quarta, 22, em Brasília, com a participação de representantes de toda cadeia do leite, para discutir mudanças na forma de pagamento dos laticínios aos transportadores, uma vez que as fraudes ocorreram na remoção no produto das fazendas até as indústrias. Como se trata de uma relação comercial privada, o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, sugere que os laticínios gaúchos adotem o padrão de outros Estados e paguem aos transportadores por quilômetro rodado e não por volume de leite entregue.

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