Ministério da Defesa terá de rever contratos, diz Planejamento

O Ministério da Defesa terá de rever contratos deste ano para cumprir o corte no Orçamento determinado pelo governo, informou nesta segunda-feira a secretária de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, Célia Corrêa.

REUTERS

28 de fevereiro de 2011 | 20h31

A Defesa teve seu Orçamento reduzido em 4,4 bilhões de reais como parte dos esforços do governo para cortar 50 bilhões de reais do Orçamento da União.

Segundo a secretária, a Defesa terá de negociar para alongar o pagamento de empréstimos externos para a construção de cinco submarinos com tecnologia francesa e 50 helicópteros de tecnologia russa e francesa, entre outros projetos. Estes contratos preveem transferência de tecnologia.

"Eles vão ter que reduzir a manutenção operativa e eles vão ter que rever os contratos já assinados", afirmou Célia a jornalistas. "Vão ter que chamar os credores, sentar com eles e dizer que neste ano, em função da situação fiscal, nós vamos ter que rever, não vamos ter condições de pagar o que estava previsto."

Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia informado que não há espaço para a compra de caças para a Força Aérea Brasileira neste ano.

O Brasil analisa a compra de aviões de combate em uma licitação avaliada em pelo menos 4 bilhões de dólares. Fazem parte da concorrência o caça francês Rafale, da Dassault, o sueco Gripen NG, da Saab, e o F-18, fabricado pela Boeing.

A secretária fez questão de dizer que os cortes só englobam os contratos já previstos.

"Esse corte não tem nada a ver com caça. É um corte em cima do que é real", declarou.

De acordo com a assessoria do Ministério da Defesa, os cortes ainda não estão definidos e o órgão encontra-se "em tratativas para definir quando e onde" os cortes serão aplicados.

O governo detalhou nesta segunda-feira os cortes de 50 bilhões de reais nas despesas orçamentárias do ano, esclarecendo que eles virão prioritariamente com a redução de gastos de custeio.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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