Ministério da Justiça rejeita envio de soldados a AL

O Ministério da Justiça vetou o envio de soldados da Força de Segurança Nacional, pedido pelo governo de Alagoas, ao Estado, mas prometeu a doação de um helicóptero e de recursos para a construção de casas para policiais militares, civis e agentes penitenciários. A informação foi confirmada hoje pela assessoria do Ministério da Justiça, que anunciou a vinda do ministro Tarso Genro na próxima semana, quando será anunciada a ajuda do governo federal a Alagoas. Segundo o ministério, os cem homens requeridos pelo governo do Estado não virão porque, na justificativa da solicitação, consta que é para suprir a carência por causa da greve dos policiais civis - o que contraria o regulamento da Força de Segurança. Os agentes da Polícia Civil estão em greve desde 1º de agosto e outras categorias da área de segurança também ameaçam parar, a exemplo dos delegados e agentes penitenciários.Hoje pela manhã, cerca de 800 agentes penitenciários paralisaram as atividades e realizaram um protesto no portão de entrada da sede do Sistema Penitenciário, no bairro do Tabuleiro dos Martins, na periferia de Maceió. A greve só foi suspensa no início da tarde, quando o governo estadual anunciou o pagamento do adicional noturno. Segundo o presidente da Associação dos Agentes Penitenciários do Estado, Jarbas Souza, a categoria espera agora que o governo alagoano melhore as condições de trabalho. Caso contrário, a classe voltará a parar as atividades. O governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) disse que pediu ajuda ao presidente Luiz Inácio da Silva para conter a onda de violência em Alagoas. "Estou esperando desde a semana passada a indicação de delegado da Polícia Federal (PF) para assumir a Secretaria Estadual de Defesa Social, mas até agora, nada. Espero que, até a vinda do ministro Tarso Genro, essa questão esteja resolvida", afirmou.CargoSegundo Vilela Filho, um dos nomes cotados para assumir o cargo é o do delegado federal Paulo Rubim, que foi superintendente da PF no Estado. A pasta da Defesa Social foi entregue, no início do mandato do governador de Alagoas, ao general da reserva do Exército Edson Sá Rocha, que foi interventor da Polícia Militar, no início da década de 90.No entanto, Rocha não conseguiu conter o avanço dos atos violentos no Estado. No início do mês, ele entregou o cargo. No lugar de Rocha, assumiu, interinamente, o subsecretário, coronel da PM Ronaldo dos Santos. Esta semana, ao tomar conhecimento do veto à vida das tropas federais para Alagoas, Santos disse que pediram o retorno imediato dos 40 policiais militares de Alagoas que servem na Força Nacional, no Rio. "Se não tem condições de mandar a Força Nacional para cá, então, devolvam os nossos militares que estão no Rio de Janeiro porque eles fazem falta aqui", sustentou.

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