Ministério Público vai monitorar ruídos em Congonhas

O Ministério Público Federal (MPF) vai monitorar o ruído das aeronaves no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, durante pelo menos 15 dias de outubro. A medida é determinação do juiz Paulo Cezar Neves Júnior, da 2.ª Vara Federal Cível, motivada por uma ação civil pública movida por associações de moradores.

AE, Agência Estado

24 de setembro de 2010 | 12h01

O monitoramento ocorrerá em cinco pontos simultâneos, 24 horas, para identificar os horários mais críticos, além de aeronaves e procedimentos que mais causam incômodo. Pelo menos dois deles serão indicados por moradores aos técnicos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). A pedido do MPF, o processo será acompanhado pelo professor de Acústica Stephan Paul, da Universidade Federal de Santa Maria (RS). Uma comissão vai reunir-se nos dias 8 e 22 de novembro para avaliar os dados e elaborar uma proposta de minimização da poluição sonora a ser usada pela Infraero. Os termos do acordo ainda estão em análise.

As associações de moradores pretendiam que o horário de funcionamento do aeroporto fosse reduzido em uma hora no período da manhã. Assim, pousos e decolagens ocorreriam das 7 às 23 horas e os motores seriam checados somente das 9 às 22 horas. A alteração não foi possível porque a Prefeitura e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não chegaram a um consenso. Em 2009, o Aeroporto de Congonhas recebeu mais de 193 mil aeronaves e quase 13,7 milhões de passageiros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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