Ministério vê detecção tardia de 43,7% de casos de Aids

O Ministério da Saúde divulgou hoje um relatório sobre dados de Aids entre 2005 e 2007. O trabalho mostra que 43,7% das pessoas de 15 anos ou mais que são portadoras do HIV fizeram um diagnóstico da doença tardiamente. Desse total, 28,7% estavam em estado grave de saúde e morreram logo no início do tratamento. "Esse dado mostra que ainda temos muito o que fazer para melhorar a detecção da doença", afirmou a coordenadora do Programa nacional de DST-Aids, Mariângela Simão. O relatório mostra ainda uma redução de 26% nos gastos de medicamentos anti-retrovirais no período de 2006 para 2007. Ano passado foram gastos R$ 710 milhões e em 2006, R$ 960 milhões. Essa economia ocorreu mesmo com o aumento do número de pacientes que usam os remédios antiaids e é atribuída à negociação de preços com laboratórios multinacionais, à licença compulsória e também à queda do dólar.

LIGIA FORMENTI, Agencia Estado

14 de fevereiro de 2008 | 13h40

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