Ministra critica polícia e MP-RJ por prisão de Romão

A ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Maria do Rosário, classificou como "uma série de violências" as ações da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio (MP-RJ) pela prisão indevida do ator Vinícius Romão de Souza, de 27 anos. Ele ficou 16 dias detido, após ser acusado injustamente de ter roubado a bolsa de uma mulher na Rua Amaro Cavalcanti, no Méier, zona norte do Rio.

THAISE CONSTANCIO, Agência Estado

27 de fevereiro de 2014 | 14h37

"A situação do Vinícius demonstra uma serie de violências praticadas contra ele, que foi acusado injustamente, preso injustamente e agora colocado em liberdade. O caso é grave ele porque foi apontado como preso em flagrante e não havia o flagrante, porque ele não foi responsável por aquilo pelo que foi imputado", afirmou Rosário no lançamento da Campanha Nacional de Carnaval pelo Fim da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes.

"Erra a polícia, o MPRJ, as instituições e o Estado, o que me inclui, que apontaram o dedo acusando um negro, que não teve condições de ser ouvido e demonstrar que não era ele. Isso demonstra, provavelmente, uma situação também de racismo institucional, que nós não podemos aceitar no Brasil". A ministra lembrou que, assim como Romão, no Brasil existem 200 mil pessoas presas em situação provisória, sem julgamento.

A Campanha pelo Fim da Violência, segundo Rosário é uma preparação para a Copa do Mundo e para os grandes eventos que o País vai receber. "Essa será a Copa contra o racismo e pela paz, essas são as palavras da presidenta Dilma (Rousseff)."

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