Ministro avalia invasão do Instituto Lula, diz Dulci

Luiz Dulci, diretor do Instituto Lula, disse na tarde desta quarta-feira que o presidente da entidade, Paulo Okamotto, falou diretamente com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, para informá-lo sobre a invasão de um grupo de sem-terra na sede da entidade, na zona sul de São Paulo.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

23 de janeiro de 2013 | 14h37

Segundo Dulci, o ministério disse que acompanha a situação e que na terça-feira (22) o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) entrou com recurso na Justiça para evitar a reintegração de posse dos assentados da região de Americana, no interior paulista. De acordo com os invasores, a desocupação na área deve ocorrer no fim deste mês.

Dulci afirmou que o governo está agindo para solucionar o problema e não cabe ao Instituto Lula interferir na questão, uma vez que a negociação está em andamento. "Se queriam dar visibilidade à causa, talvez já tenham conseguido seu objetivo. O instituto não vai interferir não só nesta área como em nenhuma outra", enfatizou o diretor. Ainda de acordo com ele, o Instituto Lula vai acompanhar as negociações e a desocupação do prédio invadido nesta manhã. Dulci revelou que a entidade não cogita tomar uma medida judicial para retirar os invasores. "Em princípio, nós estamos considerando que a causa do movimento é justa, pelo que nos foi informado", comentou.

Por volta das 8h, o presidente do instituto, Paulo Okamotto, entrou no prédio para negociar a saída dos ocupantes. No encontro, Okamotto pediu para que os sem-terra mantivessem um comportamento pacífico e não depredassem a estrutura do escritório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pouco antes das 14h, os invasores seguiam controlando a entrada do prédio principal. Dos 25 funcionários, parte foi dispensada do trabalho e a outra segue trabalhando no segundo prédio da entidade, localizado no mesmo quarteirão.

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