Ministro da Saúde manda tirar campanha 'Eu sou feliz sendo prostituta' da internet

Esta é a terceira vez que o ministério determina a retirada de material com potencial de causar polêmica

Lígia Formenti, O Estado de S. Paulo

04 de junho de 2013 | 14h00

BRASÍLIA - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recuou e mandou retirar a peça "Eu sou feliz sendo prostituta" da página do Departamento de Doenças Sexuais Transmissíveis (DSTs), Aids e Hepatites Virais. O material integrava uma campanha do ministério nas redes sociais para prevenção da aids e redução do preconceito. Nesta terça-feira, 4, no entanto, Padilha afirmou que o material estava em teste. "Enquanto for ministro, uma peça como essa não fará parte de campanha", disse.

A peça exibida na página do departamento trazia o logotipo do ministério e havia sido divulgada no Twitter. Além disso, na página do departamento, havia chamadas com destaque para a campanha. Esta é a terceira vez que o Ministério da Saúde determina a retirada de material com potencial de causar polêmica.

A pasta, por determinação do governo, havia mandado recolher um kit de prevenção de aids dirigido a adolescentes. O material abordava temas como homossexualidade, drogas e gravidez. O ministro da Saúde, assim como fez nesta terça-feira, justificou na época que a distribuição tinha sido feita à revelia dele. Em 2012, um vídeo de carnaval trazendo um casal gay também foi retirado de veiculação. A justificativa foi que o material era de veiculação para públicos específicos.

A peça "Eu sou feliz sendo prostituta" integrava a campanha "Sem vergonha de usar camisinha." O material, que traz ainda vídeos, é fruto da oficina de profissionais do sexo, realizada em março em João Pessoa. As peças da campanha trazem mensagens contra preconceito, sobre necessidade de prevenção contra DST-Aids e a respeito da vontade das prostitutas de serem respeitadas.

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