Ministro defende imposto extra sobre o maço de cigarro

José Gomes Temporão afirma que o preço do cigarro no Brasil é um dos mais baixos do mundo

05 de setembro de 2007 | 16h58

O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em café da manhã na sucursal do Estado em Brasília, defendeu abertamente uma contribuição extra em cima da venda de cigarros, de cerca de R$ 1 a mais por maço.   No Brasil são vendidos, por ano, cerca de 5 bilhões de maços de cigarro, o que faria o novo imposto arrecadar R$ 5 bilhões. Esse valor praticamente empata com o crescimento anual de R$ 4 bilhões no orçamento da Saúde, que ocorre porque o governo é obrigado, constitucionalmente, a aplicar na saúde um reajuste correspondente ao crescimento do PIB.     Temporão afirma que o preço do cigarro no Brasil é um dos mais baixos do mundo.   Segundo o Atlas do Tabaco publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2002, o único país das Américas onde um maço de cigarro de marca internacional tinha, em 2001, a mesma faixa de preço que no Brasil era a Costa Rica - em todos os outros, o maço era mais caro.   Outros países onde a faixa de preço, em dólar, era comparável à nacional foram Irã, Paquistão, Rússia, Indonésia e Costa do Marfim.   Na conversa com jornalistas do Estado, o ministro falou ainda da regulamentação da emenda 29, que destina verba para a saúde; do PAC da Saúde, que terá quatro pontos gerais: promoção, atenção e gestão da saúde; e uma política industrial voltada para o setor.   Leia a entrevista completa do ministro na edição desta quinta-feira de O Estado de S. Paulo.

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