Ministro do STF discute eficácia de célula embrionária

O ministro Carlos Alberto Menezes Direito, que lê seu voto no julgamento sobre o uso de células-tronco embrionárias em pesquisas, deixou claro seu entendimento de que a questão que se discute nessa ação não é religiosa, e sim jurídica. Quanto às pesquisas, o ministro salientou que elas ainda não apresentam resultados práticos e destacou que, por outro lado, os estudos com células-tronco adultas já apresentam resultados que estão sendo usados em terapias, segundo informações do site do STF.Há instantes, o ministro citou Aristóteles para afirmar que deve se afastar a idéia de que embrião não será alguém fora do útero. "O embrião foi gerado para ser, e não para não ser. É um ser em potência e essência, em ininterrupta atualização", frisou Menezes Direito.Citando trabalhos de cientistas e pesquisadores, o ministro disse acreditar que o desenvolvimento humano se desenvolve desde o momento da fecundação. "Não se trata de regressão infinita, como se falou na audiência pública", disse o ministro, ao apontar o que entende ser o momento em que se inicia a vida.

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