Ministros da Unasul avaliam segurança; Colômbia não comparece

Chanceleres e ministros de Defesa da Unasul avaliam nesta sexta-feira políticas de segurança para a região, mas a ausência de representantes de peso da Colômbia ameaça aumentar a tensão entre alguns dos países.

ALEXANDRA VALENCIA E SANTIAGO SILVA, REUTERS

27 de novembro de 2009 | 16h18

O presidente colombiano, Alvaro Uribe, decidiu de última hora na quinta-feira que seus ministros não participarão da reunião em Quito, mas enviou uma equipe técnica, medida que seu governo disse ter tomado para evitar "insultos" de países mais radicais como a Venezuela, que tem questionado o acordo militar assinado com os Estados Unidos.

O principal desafio do encontro era obter garantias por parte da Colômbia de que o acordo que autoriza o uso de sete bases militares por soldados norte-americanos não afete a soberania dos países membros da União de Nações Sul-americanas (Unasul).

Mas a ausência dos ministros colombianos pode abortar as expectativas sobre este tema e aprofundar as complicadas relações de Bogotá com seus vizinhos.

"É um vazio inexplicável, um erro gigantesco, um desprezo à Unasul", disse à Reuters o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, ao se referir sobre a ausência de Bogotá.

O Equador, que ocupa a presidência temporária do organismo, não descartou incluir na agenda as delicadas relações entre Colômbia e Venezuela, que chegaram ao ponto mais delicado com o chamado do presidente Hugo Chávez a militares e civis para que se preparem para a guerra.

As tensões começaram com a oposição de Chávez ao acordo militar de Bogotá com Washington, argumentando que seria um plano dos EUA para invadir seu país e bloquear a revolução bolivariana que diz liderar.

(Reportagem adicional de José Llangarí em Quito)

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