Minutos antes do exame, alunos tentavam relaxar

Antes de entrar para a prova da primeira fase da Fuvest, candidatos adotavam várias estratégias para se tranquilizar e preparar o espírito para o exame.

O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2012 | 02h03

No prédio da FEA-USP, na capital, os primos Felipe Baceti e Rafael Lima tentavam relaxar jogando truco. Eles combinaram a brincadeira pelo Facebook na noite anterior. "O jogo nos ajuda a não ficar pensando no que pode ou não cair", disse Rafael, de 17 anos, que tenta uma vaga em Engenharia Mecânica.

Já o candidato de Biologia Felipe Bunster, de 26, tentava um método diferente. Sentado em um canto tranquilo, ouvia "música de meditação" e fazia ioga. Ele já é formado em Administração pela Unip, mas diz que sempre quis cursar Biologia. "Agora o mercado está mais aquecido."

Bunster diz ter uma empresa de eventos esportivos e pretender abrir uma nova, de ecoturismo. "De preferência em Itacaré, na Bahia", contou. Ele estudou por conta própria para a Fuvest e disse que estava tranquilo. "Não sou como essas pessoas que ficam transparecendo medo pelos olhos. Se não estivesse confiante, nem teria vindo para cá hoje, em pleno domingo de final de Fórmula 1."

A maioria dos candidatos chegou ao local de prova com antecedência. Os irmãos Matheus, de 19 anos, e Lucas Romero Galvão Silva, de 17, que fizeram a prova em Sorocaba, por exemplo, chegaram antes das 9 horas. Na companhia da mãe, a aposentada Aparecida Lucia Romero, eles saíram de casa, em Pereiras, a 167 km de São Paulo, às 5h30. "Viemos cedo para não correr risco", disse Matheus, que está se formando técnico em química e tenta uma vaga em Engenharia.

Atrasados. Mas também houve atrasos. O estudante Rafael Marson, de 19 anos, que faria a prova em Campinas, perdeu o exame por 5 minutos. Morador de Vinhedo, ele chegou ao Colégio Liceu, em Campinas, quando os portões já estavam fechados. "Recebi um e-mail informando que a prova começaria às 13h30, pensei que os portões iam ficar abertos até mais tarde", conta. Candidato a uma vaga em Direito, Rafael afirmou que a USP era prioridade.

Em Presidente Prudente, apenas três alunas se atrasaram. O carro das candidatas, duas de Parapuã e uma de Osvaldo Cruz, quebrou na estrada. O pai de uma delas protestou: "Se fosse bandido deixariam entrar, por causa de 3 minutos de atraso não deixam", disse o comerciante Marco César Cassiano.

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