Mísseis na Turquia podem causar 'guerra mundial', diz militar do Irã

A planejada instalação de mísseis Patriot da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na fronteira da Turquia com a Síria poderia levar a uma "guerra mundial", que ameaçaria a Europa, disse um comandante militar do Irã neste sábado, segundo agência de notícias do país.

Reuters

15 Dezembro 2012 | 16h10

A Turquia pediu à Otan o sistema Patriot, desenhado para interceptar mísseis, em novembro. O objetivo é fortalecer a segurança na fronteira, depois que artilharia proveniente do conflito civil sírio chegou a território turco.

O general Hassan Firouzabadi, chefe das Forças Armadas iranianas, afirmou que o país deseja que a sua vizinha Turquia se sinta segura, mas fez um chamado para a Otan não instalar Patriots no país que também faz fronteira com o Irã.

"Cada um desses Patriots é uma marca negra no mapa mundial, e é destinado a causar uma guerra mundial", afirmou Firouzabadi, segundo agência de notícias iraniana. "Eles estão planejando uma guerra mundial, e isso é muito perigoso para o futuro da humanidade e para o futuro da própria Europa."

O Irã é aliado do presidente sírio, Bashar al-Assad, que enfrenta 21 meses de rebelião interna contra o seu governo. Potências ocidentais já reconheceram formalmente a coalizão de oposição da Síria.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, assinou na sexta-feira uma ordem para enviar duas baterias de mísseis Patriot para a Turquia, junto com técnicos para operá-las, seguindo passos tomados pela Alemanha e a Holanda.

Autoridades do Irã, como o porta-voz do Parlamento, Ali Larijani, já disseram que a instalação dos mísseis aumentaria a instabilidade do Oriente Médio. O porta-voz do Ministério do Exterior já havia afirmado que os Patriot só piorariam o conflito na Síria.

(Por Yeganeh Torbati)

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