Míssil iraniano poderia burlar defesa inimiga

Os misseis do Irã funcionam, cumprem a trajetória prevista, e, na versão avançada do modelo Sajjil (terra queimada, em tradução livre) testada ontem, podem escapar do sistema antimísseis da classe Arrow desenvolvido por Israel. Isso significa que a arma iraniana se desloca em altitudes suborbitais e a velocidades superiores a 3 quilômetros por segundo, de acordo com a avaliação de especialistas do Centro Internacional de Estudos Estratégicos (CSIS) de Washington. O Sajjil-2 emprega combustível sólido, tem dois estágios e pode levar carga de ataque de 1 tonelada até o limite de 2 mil quilômetros. Dentro desse círculo estão todos os alvos estratégicos do Oriente Médio.

ROBERTO GODOY, JORNALISTA, O Estadao de S.Paulo

17 Dezembro 2009 | 00h00

Um deles é a Cidade Militar Rei Khaled, uma instalação militar quase toda subterrânea, mantida em regime binacional por americanos e sauditas no Deserto da Arábia. É um centro de operações de alta sofisticação, espécie de extensão do Pentágono. Serve à coordenação das forças posicionadas na região, no sudeste da Europa - também ao alcance dos novos mísseis - e em parte da Ásia. Em raro pronunciamento na TV estatal do Irã, o ministro da Defesa, general Ahmad Vahidi, revelou que o governo autorizou a produção em série dos mísseis. A indústria local de equipamentos militares reúne cerca de 250 empresas. Começou a ser construída na década de 80 para atender as necessidades da guerra de oito anos contra o Iraque. Sob Ahmadinejad, o complexo adotou padrões ocidentais de qualidade para produzir de caças a tanques - e 17 tipos de mísseis.

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