Missionário norte-americano preso na Coreia do Norte pede ajuda aos EUA

Um missionário norte-americano preso na Coreia do Norte há mais de um ano apareceu diante de jornalistas nesta segunda-feira, vestindo uniforme prisional e sob vigilância, pedindo que os Estados Unidos o ajudem a voltar para casa, informou a imprensa estrangeira no país asiático.

Reuters

20 de janeiro de 2014 | 19h50

Kenneth Bae, de 45 anos e origem coreana, foi preso quando conduzia um grupo em uma viagem pela Coreia do Norte em 2012 e sentenciado a 15 anos de trabalhos forçados pela acusação de subversão do Estado.

Bae se reuniu com "um grupo limitado de órgãos da mídia" na capital norte-coreana, Pyongyang, e expressou a esperança de que os EUA obtenham sua libertação, informou a agência de notícias japonesa Kyodo.

O filho de Bae, Jonathan, pediu que os EUA respondam ao comunicado.

Segundo Jonathan, as palavras de seu pai obviamente significam que os EUA não fizeram o bastante. "Nós precisamos enviar alguém lá e trazê-lo para casa. É isso o que deve ser. Ele precisa voltar para casa", disse ele à Reuters por telefone.

Ao ser informado do comunicado de seu pai na televisão, o rapaz descreveu suas emoções como "misturadas", pelo alívio de ver que o pai está vivo.

Em Washington, funcionários do governo disseram que os EUA se propuseram a enviar um representante especial à Coreia do Norte, Robert King, para obter a libertação de Bae.

"Esperamos que esta decisão das autoridades da RPDC (sigla em inglês para República Democrática Popular da Coreia) de permitir que Kenneth Bae se encontrasse com jornalistas sinalize sua disposição para libertá-lo", disse o funcionário sob condição de anonimato.

"Nós oferecemos enviar o embaixador King a Pyongyang para assegurar a libertação do senhor Bae. Nós pedimos isso aos norte-coreanos e aguardamos uma rápida resposta deles", acrescentou o funcionário.

(Reportagem de Jack Kim e David Chance)

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