Mixologista ataca de negronista

Negroni é receita clássica. Partes iguais de Campari, gim e vermute, mexidas com gelo no copo tumbler. O mixologista Marco de la Roche, do Drink Lab, que executou - no bem montado bar do restaurante Maisto - os negronis para o Paladar, pacientemente explicou ao repórter: "Pense que dentro dele há muitas possibilidades, de acerto e de erro, há um equilíbrio em que não se deve mexer, ou deixa de ser negroni". Basta mudar o gim (o Tanqueray e o Gordon's, mais neutros, foram meus favoritos; o Hendricks domina a mistura), ou o vermute, e já é outra coisa. Para demonstrar a tese e brincar um pouco, Marco preparou o clássico e criou quatro outros, que batizou de negroni inglês (com Sacred Vermouth, que eu trouxe na mala, de Londres), alemão, brasileiro e "negroni paladar". Marco respeita o negronista: "Ele tem necessidades específicas. Gosto que vá sentindo os sabores e também calculo para que a temperatura atinja o ponto ideal na sua mão". Um ás do coquetel.

O Estado de S.Paulo

06 Dezembro 2012 | 02h09

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