Moagem de cana do CS sobe 21,1% até 1o de junho--Unica

A moagem de cana do centro-sul do Brasil na safra 2010/11 atingiu 134,3 milhões de toneladas até 1o de junho, 21,1 por cento a mais do que no mesmo período da temporada anterior, em meio a "condições climáticas excepcionais" em maio, informou nesta segunda-feira a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

REUTERS

21 de junho de 2010 | 14h48

Entretanto, a entidade alertou que o clima mais seco prejudicou o desenvolvimento de parte do canavial e pode reduzir o volume de cana disponível no último terço da safra. A Unica ainda não forneceu uma estimativa sobre essa eventual redução e avalia a situação.

Na segunda quinzena de maio, a moagem de cana da região responsável por cerca de 90 por cento da produção brasileira totalizou 40,42 milhões de toneladas, crescimento de 9,19 por cento em relação ao mesmo período da safra anterior.

"Tal volume de cana processada em maio só foi possível graças às condições climáticas excepcionais que favoreceram a colheita, principalmente na segunda quinzena do mês", afirmou a Unica em comunicado.

Essas condições, de acordo com a entidade, permitiram um menor número de dias de moagem perdidos --em abril o número foi em média de 6,59 dias, contra 3,64 dias em maio. A média histórica para o período é de cerca de 5 dias.

A Unica destacou ainda que o aumento da moagem até o momento, no acumulado da safra, deve-se à antecipação do início de operação das unidades produtores (em média 15 dias) e às condições climáticas favoráveis.

No acumulado desde o início da safra 2010/11, a concentração de ATR ficou em 121,97 quilos por tonelada de cana, 1,78 acima superior dos 119,84 quilos da safra anterior.

AÇÚCAR

Do total de cana processada até o dia 31 de maio, 42,72 por cento foi destinado à produção de açúcar e 57,28 por cento ao etanol, contra 40,15 e 59,85 por cento respectivamente em 2009/10.

A produção de açúcar no acumulado da safra até 1o de junho chegou a 6,7 milhões de toneladas, contra 5,1 milhões em 2009/10.

"A proporção de cana destinada à produção de açúcar até o momento ainda é superior ao valor observado no mesmo período do ano passado, pois muitas empresas assumiram compromissos de entrega para esse primeiro terço da safra", explicou Antonio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da Unica.

"Além disso, estamos vivenciando um período de elevada procura no mercado físico mundial de açúcar e o Brasil é um dos poucos países que pode atender a essa demanda", completou.

Segundo dados da Secretaria do Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras de açúcar totalizaram 2,13 milhões de toneladas em maio, crescimento de 56,78 por cento em relação ao volume embarcado em abril deste ano.

ETANOL

A produção de etanol, por sua vez, avançou 17,6 por cento até 1o de junho, para 5,5 bilhões de litros, contra 4,7 bilhões no mesmo período da safra passada. Desse total, 4,2 bilhões de litros foram de etanol hidratado e 1,3 bilhão de anidro.

As vendas de etanol pelas unidades produtoras do centro-sul em maio totalizaram 2,15 bilhões de litros, um aumento de 16,55 por cento em relação ao mês anterior, quando foram vendidos 1,85 bilhão de litros.

"Esse aumento é reflexo da volta do nível de mistura do etanol anidro adicionado à gasolina, do incremento significativo de transferências de anidro para a região Norte-Nordeste e da evolução da frota de veículos flex, além do próprio crescimento observado nas exportações", disse Pádua.

Do total vendido em maio, 199,36 milhões de litros foram destinados ao mercado externo e 1,96 bilhão, ao mercado doméstico.

(Por Camila Moreira)

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