Mobilização consegue barrar presídio no interior de SP

A mobilização de prefeitos e políticos da região contra a instalação de dois presídios em Araçariguama, a 45 km de São Paulo, deu resultado. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) assinou decreto no final da tarde desta terça-feira, 8, revogando ato anterior que declarava de utilidade pública uma área de 252 mil metros quadrados para a construção de dois Centros de Detenção Provisória (CDP). As duas unidades abrigariam 1.530 presos. O decreto será publicado no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira, 9.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

08 Outubro 2013 | 19h42

De acordo com o prefeito de Araçariguama, Roque Hoffmann (PSDB), que participou do encontro, o governador determinou à Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) a busca de áreas em outra região para as unidades prisionais. A Câmara de Araçariguama aprovou uma moção de protesto contra o projeto. O documento foi encaminhado ao governador. Também foi aprovada lei municipal impedindo a obra, sob a alegação de prejuízo para o abastecimento da cidade e risco de afugentar indústrias.

Cidades da região, como São Roque, Santana do Parnaíba e Mairinque, aderiram à mobilização contra os presídios. Na audiência com o governador, no Palácio dos Bandeirantes, além de prefeitos e vereadores, estavam três deputados estaduais e um deputado federal das bases de apoio ao governo tucano. Outras cidades da região, como Porto Feliz e Capela do Alto, também se mobilizaram contra a instalação de unidades prisionais, mas não tiveram sucesso.

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